Esse medo vêm de uma profunda lealdade e o que chamamos de “simbiose” materna. A simbiose é como se fosse um nó “masoquista” no qual a filha não consegue se “separar” da mãe.
O termo “simbiose” vem dos étimos gregos sym (junto de) e bios (vida). Originalmente, foi usado nas ciências biológicas para descrever uma relação funcional estreita, harmônica e produtiva entre dois organismos, que interagem de forma ativa para o benefício mútuo. Ou seja, simbiose é uma relação entre duas espécies em que uma ou ambas se beneficiam de alguma forma.
A simbiose pode ser considerada também uma dependência emocional
Esse tipo de dependência é normal nas primeiras etapas da vida, especialmente logo após o nascimento.
A simbiose pode ser vista como um “cordão umbilical emocional” onde duas pessoas se alimentam mutuamente das dependências emocionais uma da outra. Um exemplo clássico é a relação entre mãe e filha, onde ambas compartilham um mesmo mundo emocional.
Dessa forma a filha cresce e passa a ter dificuldades em tomar suas próprias decisões, por medo de decepcionar/desagradar a mãe.
Como Identificar uma Simbiose Materna:
Comportamentos da Mãe com a Filha
- Infância: Você era podada ou “castrada”? Tinha que ser a “filha boazinha”? Não podia se conectar com seu pai?
- Pais que Colocam Filhos na Relação: Filhos acabam suprindo as necessidades maternas, assumindo o papel do pai.
- Culpa: Filhas que sentem culpa por não atender às expectativas da mãe.
- Preocupação Constante: Filhas que sempre se preocupam e sustentam a mãe, pensando que podem suprir todas as suas necessidades.
- Necessidade Constante da Mãe: Criar situações inconscientes para sempre precisar da mãe.
Consequências de uma Simbiose Materna
- Falta de Autonomia: Dificuldade em tomar decisões independentes.
- Sensação de Prisão e Limitação: Sentir-se presa a um ciclo de dependência.
- Indisponibilidade nas Relações: Dificuldade em se conectar emocionalmente com outras pessoas.
- Exaustão: Sensação constante de cansaço e esforço excessivo em tudo o que faz.
- Necessidade de Validação e Aprovação: Busca constante por aprovação e validação externa.
A Desordem Familiar
Toda essa dinâmica é resultado de uma desordem familiar, que muitas vezes não é visível, mas é sentida como um incômodo constante. Encontrar um padrão de autonomia só é possível quando se percebe e rompe o ciclo de repetição dessa dependência.
Conclusão
Entender e identificar uma simbiose materna é o primeiro passo para romper esse ciclo de dependência emocional e buscar uma vida mais autônoma e equilibrada. Se você se identifica com alguns desses comportamentos e sentimentos, pode ser útil buscar apoio profissional para trabalhar essas questões e encontrar caminhos para uma vida mais independente e saudável.
Esse processo de sair dessa dependência pode ser trabalho em terapia Junguiana unida com a abordagem sistêmica que são as minhas especialidades.
Ao romper esse nó simbiótico a mulher passa a ter mais autonomia, liberdade e crescimento pessoal e profissional.


